Começo de Governo Dilma

O começo do Governo Dilma vem monopolizando a mídia pelos aspectos políticos da relação com o PMDB. Mas não é sobre isso que quero tratar aqui. Quero falar do começo do Governo Dilma.

Nesses primeiros dias, eu vi ótimos sinais, e outros nem tantos. Começarei pelos bons sinais:

Plano Nacional de Banda Larga: Dilma realmente colocará muita importância para o PNBL. Botou pessoas competentíssimas para cuidar dele, e acredito muito em sua eficácia.

Programa de Erradicação da Miséria: O novo programa de erradicação da miséria parece ser um avanço no aspecto de Integração de Políticas Públicas. O Comitê inter-gestor, com vários ministérios, incluindo os da área econômica e o BNDES é uma pequena mostra do que podemos ver mais adiante. Não vamos avançar no bem-estar social se não tratarmos as políticas em conjunto, com gestão conjunta. Parece-me que esse novo programa será semelhante aos Territórios da Cidadania, que o MDA coordenou durante o Governo Lula para a área rural. A conferir.

Aumento para o Bolsa Família e Ministério da Ciência e Tecnologia: O Governo vem anunciando um corte de gastos públicos correntes. Até aí, nada de novo. Contudo, pelo observado nas declarações dos Ministros(as), o compromisso de que o corte não será linear, e que programas importantes serão mantidos parece que será cumprido. Visto que o Bolsa-Família terá aumento este ano e que a Presidenta se comprometeu com Mercadante em repor os recursos que o Ministério da Ciência e Tecnologia perdeu no congresso.

Vigia ao Dólar e incentivo à produção e exportação: Pelo lido nos jornais hoje, o governo está em etapa final de estudo de uma série de medidas de combate à valorização do câmbio. Estudo desde uma grande evolução no IOF até uma quarentena para novas entradas de dólares. Realmente, o câmbio hoje é um dos piores problemas que enfrentamos, visto que gera desindustrialização e primarização da economia. Já o Ministro do Desenvolvimento, Pimentel, disse que logo no fim de janeiro medidas de desoneração para incentivar à Indústria serão anunciadas. A conferir.

Creches e Professores: O MEC já está selecionando milhares de projetos Creches das Prefeituras escritas no PAC 2. A meta é 2500 por ano. Haddad também prometeu para 2012 uma prova nacional de professores, que seria uma espécie de concurso público nacional que as prefeituras e estados poderiam utilizar para contratar os professores. Isso garante professores mais qualificados e mais agilidade nas contratações. Vi também um comercial do Governo falando sobre a importância do professor(a) e convidando as pessoas a serem-no. Essa é uma das coisas que tem de ser feitas para valorizar a profissão do magistério. A outra, e mais difícil, é pagar bem.

Pontos Ruins.

Reforma Política: Pode falar o que quiser. Sem vontade forte do executivo, o legislativo não fará a Reforma Política tao necessária para melhoras a representatividade, combater a corrupção e diminuir o poder dos lobbies econômicos. No mínimo, o Financiamento Público. Dilma falou dela na posse, mas por enquanto nada. Marco Maia, provável futuro Presidente da Câmara, disse hoje que o a reforma não é prioridade do congresso. É um brincalhão! Tá fazendo de tudo para ganhar o voto do centrão. Talvez seja importante ele ler as resoluções do III e IV Congresso do PT, ao qual ele é subordinado, determina que o partido deve buscar uma Reforma (inclusive defende uma constituinte exclusiva justamente por conta da falta de vontade dos beneficiários do sistema em se auto-reformar).

Se eu fosse a Dilma, falaria com ele agora e cobraria um compromisso dele. Se ele refugasse, chamaria o Lula e faria o PT e os deputados do PT reverem sua indicação. ( Sim, to revoltado)

Reforma Tributária: Dilma já mandou Mantega e Palocci agilizarem a reforma tributária. Pelo informado pelos jornais, será dada sequência a proposta já tramitando no congresso. Mas essa é a mesma reforma rejeitada pelo Conselho Nacional de Saúde e esquecida pelo Congresso. A conferir.

Comunicação: Quando você elege um representante, é importante que haja uma comunicação direta dele com a população. Quer ouvi-lo falar, pois ele é sinônimo de credibilidade das ações do governo. Dilma faz poucos discursos públicos, e não dá uma entrevista coletiva desde poucos dias depois de sua eleição. Assim, ficamos impossibilitados de ouvir os planos pela palavra diretamente da Presidenta e perguntar, questionar, tirar dúvidas. Muito diferente de Lula.

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